Centro de Recursos para a Inclusão

Os Centros de Recursos para a Inclusão representam um compromisso com uma escola onde cada aluno encontra oportunidades para aprender, participar e desenvolver o seu potencial, através de uma intervenção colaborativa, especializada e centrada na pessoa.

ATUAÇÃO

Promover a inclusão. Valorizar cada aluno. Afirmar a diversidade.

  • O Centro de Recursos para a Inclusão (CRI) da APPACDM de Coimbra integra a Rede Nacional de Centros de Recursos para a Inclusão, acreditados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação.
  • Em parceria com os Agrupamentos de Escolas, disponibiliza equipas técnicas especializadas que contribuem para a construção de uma escola inclusiva — uma escola onde todos os alunos, independentemente das suas características, ritmos de aprendizagem ou necessidades, possam participar, aprender e desenvolver o seu potencial.
  • O trabalho é desenvolvido em estreita colaboração com professores, assistentes operacionais, famílias e outros parceiros da comunidade, promovendo respostas ajustadas às necessidades identificadas em cada contexto educativo.

A equipa multidisciplinar do CRI pode integrar profissionais das áreas de:

  • Psicologia;
  • Terapia da Fala;
  • Terapia Ocupacional;
  • Psicomotricidade;
  • Fisioterapia.

UMA ESCOLA PARA TODOS

Cada aluno aprende de forma única, tem capacidades, interesses, ritmos e necessidades próprias. O papel do CRI é reforçar a capacidade das escolas para responder à diversidade, garantindo que cada aluno encontra condições para participar plenamente na vida escolar.
A educação inclusiva assenta nos princípios da equidade, da igualdade de oportunidades e da participação plena de todos os alunos ao longo da escolaridade obrigatória.
O CRI intervém prioritariamente junto de alunos identificados pelos Agrupamentos de Escolas como necessitando de medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão.

APRENDER, PARTICIPAR E SER

A escola tem como missão promover o sucesso educativo de todos os alunos, valorizando não apenas as aprendizagens académicas, mas também o desenvolvimento de competências essenciais para a vida, preparando cada jovem para responder aos desafios do presente e do futuro.

A equipa multidisciplinardo CRI adapta-se à realidade e necessidades de cada agrupamento escolar e desenha a sua intervenção em torno das seguintes modalidades:

  • apoio especializado aos alunos em diferentes contextos escolares;
  • consultadoria a professores, assistentes operacionais e famílias;
  • dinamização de projetos de prevenção e promoção de competências
  • ações de sensibilização e formação para a comunidade educativa;
  • apoio aos processos de transição para a vida pós-escolar.

CONTACTOS:

Morada: Rua de Macau n. 70, R/C, 3030-059 Coimbra
Contactos: (+351) 239 701 047
Email: geral@appacdmcoimbra.pt

“Todos os alunos da escola são iguais na forma como aprendem”

“Existem metas e programas que são iguais para todos os alunos de todas as escolas e o grande trabalho dos professores e conseguir que todos os alunos aprendam as mesmas coisas.”

Falso!

A escola é um lugar onde se aprende, mas cada aluno é especial na forma como aprende e por isso a escola quer ser um espaço de todos e para todos, onde os alunos se sentem bem, têm as mesmas oportunidades e são respeitados nas suas diferenças e na sua individualidade!

A escola contemporânea agrega uma diversidade de alunos tanto do ponto de vista socioeconómico e cultural como do ponto de vista cognitivo e motivacional. Todos os alunos têm direito ao acesso e à participação de modo pleno e efetivo em todos os contextos educativos. A escolaridade obrigatória é de e para todos, sendo promotora de equidade, de igualdade de oportunidades e de democracia.

“Ao longo da escolaridade obrigatória, o objetivo da escola é a aprendizagem académica, preparando os alunos o melhor possível para os testes e para os exames.”

Falso!

A escola quer que todos os seus alunos cheguem o mais longe possível em termos de aprendizagem, mas ao conhecimento transmitido através das diferentes disciplinadas junta-se a preocupação em promover nos alunos outras competências transversais, tais como a capacidade de pensar, a resolução de problemas, o espírito crítico, a sensibilidade para a arte, o bem-estar físico, entre outras. Desta forma, a escola pretende que, no final da escolaridade obrigatória, cada aluno esteja o melhor preparado possível para enfrentar os desafios da vida.

O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória configura o que se projeta que os jovens alcancem no final da escolaridade obrigatória, sendo, para tal, determinante o compromisso da escola e de todos os que nela colaboram. Trata-se de um documento de referência que permite organizar o sistema educativo e que alinha as escolas em torno de uma escola inclusiva, assegurando que, independentemente dos percursos escolares realizados, todos os saberes são orientados por princípios, por valores e por uma visão explícitos, resultantes de consenso social.

O documento defende que as competências a adquirir na escolaridade obrigatória são combinações complexas de conhecimentos, capacidades e atitudes, sendo que as áreas de competências são complementares e a sua enumeração não pressupõe qualquer hierarquia interna entre as mesmas.

Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória (e respetivas áreas de competência)

“Só a escola e os professores é que conseguem ajudar os alunos a desenvolver o seu máximo potencial na escola.”

Falso!

A escola necessita de toda a comunidade para fazer esse trabalho. Para além dos professores e auxiliares, as escolas precisam de outras estruturas da comunidade, como p.ex. os CRI, que disponibilizam diversos profissionais, tais como terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e psicólogos para apoiar os alunos quer no seu processo de aprendizagem, como no seu processo de inclusão.

O Centro de Recursos para a Inclusão (CRI) da APPACDM de Coimbra integra a rede nacional de Centros de Recursos para a Inclusão ( de acordo com os termos constantes do ponto 9 do Aviso nº 9830/2021, publicado no Diário da república, 2ª série, nº 101, de 25 de maio). De acordo com o Art.º 18 do Decreto-Lei 54/2018, os centros de recursos para a inclusão têm o seguinte enquadramento:

“1. Os CRI são serviços especializados existentes na comunidade, acreditados pelo Ministério da Educação, que apoiam e intensificam a capacidade da escola na promoção do sucesso educativo de todos os alunos; (…)”

“O CRI da APPACDM de Coimbra apoia todas as crianças de todas as escolas.”

Falso!

O CRI da APPACDM desloca-se a 11 agrupamentos onde apoia prioritariamente alunos que tenham mais dificuldade em participar, aprender ou em se sentir bem na escola.

Todos os anos o Ministério da Educação atribui um orçamento à parceria CRI/AE. Em estreita articulação, o CRI e os diferentes agrupamentos gerem a distribuição das horas apuradas nos orçamentos e distribuem as áreas técnicas de Terapia da Fala, Psicologia, Terapia Ocupacional/Psicomotricidade, Fisioterapia, Técnicos de Acompanhamento) pelas necessidades identificadas em cada agrupamento. O CRI da APPACDM tem parceria com os seguintes agrupamentos:

  • Agrupamento de Escolas de Arganil
  • Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho
  • Escola Secundária com 3º ciclo D. Dinis
  • Agrupamento de Escolas Eugénio de Castro
  • Agrupamento de Escolas Martim de Freitas
  • Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel
  • Agrupamento de Escolas Coimbra Centro
  • Agrupamento de Escolas Lima de Faria
  • Agrupamento de Escolas Gândara-Mar
  • Agrupamento de Escolas Marquês de Marialva
  • Escola Secundária José Falcão

“O CRI só trabalha com os alunos.”

Falso!

Para ajudar as escolas a tornarem-se espaços acolhedores, onde todas crianças se possam sentir felizes, incluídas e aprender de acordo com as características individuais, para além de trabalhar com os alunos, o CRI também apoia, por vezes, os professores, os auxiliares, as turmas e/ou os pais para que todos contribuam para uma escola que respeita e apoia cada um dos seus alunos.

De acordo com a cultura e especificidade de cada agrupamento, o CRI pode integrar várias dinâmicas da escola, abarcando os seguintes eixos de intervenção:

  • Realização de apoios especializados diretos aos alunos em diferentes contextos ( sala de aula, intervalo, refeitório, gabinete, entre outros)
  • Dinamização de projetos preventivos nas diversas áreas técnicas (Terapia Ocupacional, Terapia da Fala e Psicologia, Fisioterapia)
  • Realização de ações de sensibilização/formação para capacitação de alunos, pessoal docente e não docente
  • Realização de ações de consultadoria para professores, assistentes operacionais e pais
  • Apoio no âmbito do processo de transição para a vida pós escolar dos alunos

De acordo com o Art.º 18 do referido Decreto-Lei, os centros de recursos para a inclusão têm o seguinte enquadramento:

“2 – Constituiu objetivo dos CRI apoiar a inclusão das crianças e alunos com necessidade de mobilização de medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão, através da facilitação do acesso ao ensino, à formação, ao trabalho, ao lazer, à participação social e à vida autónoma, promovendo o máximo potencial de cada aluno, em parceria com as estruturas da comunidade.”
“3 – Os CRI atuam numa lógica de trabalho de parceria pedagógica e de desenvolvimento com as escolas, prestando serviços especializados como facilitadores da implementação de políticas e de práticas de educação inclusiva.”

O Centro de Recursos para a Inclusão (CRI) da APPACDM de Coimbra integra a rede nacional de Centros de Recursos para a Inclusão, acreditados nos termos constantes do Aviso nº 22914/2008, publicado no D.R., 2ª série, nº 170, de 3 de setembro, em conformidade com os princípios de inclusão educativa e social e a promoção da igualdade de oportunidades, expressos na Declaração da Salamanca e no D.L. nº 3/2008. Através do estabelecimento de parcerias com Agrupamentos de Escolas, o CRI disponibiliza uma equipa de técnicos especializados para intervir em contexto com alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) de carácter permanente que frequentam o ensino regular, abrangendo todos os níveis de ensino, desde o 1º ano até ao fim da escolaridade obrigatória.