APPACDM CONTINUA A LIMPAR RUAS DE COIMBRA
Os utentes da APPACDM Coimbra vão continuar a assegurar a limpeza de ruas e passeios na Portela, Vila Franca e Quinta da Malavada em 2026.
A Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais e a empresa Ambiente e o Centro de Actividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), ambos pertencentes à APPACDM de Coimbra, assinaram um protocolo para assegurar, pelo segundo ano consecutivo, serviços de limpeza nas três áreas.
O presidente da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais (JFSAO), José Francisco Rodeiro, recentemente reeleito para o seu segundo mandato, afirmou que este é um protocolo que a Junta espera renovar anualmente, pelos próximos anos do seu mandato.
Na cerimónia de assinatura do documento, na sede da JFSAO, em Coimbra, o edil garantiu que a Junta procura, assim, “assegurar, como tem assegurado, uma excelente intervenção por parte da APPACDM na limpeza dos espaços”, confiados à Junta pela Câmara de Coimbra.
Rodeiro deu ainda especial importância à integração, no mundo do trabalho, de “cidadãos que estão ao cuidado da APPACDM”. “A experiência acumulada no ano de 2025 revela que é uma aposta ganha e importante”, garantiu.
A JFSAO irá pagar por este serviço, que será realizado por oito colaboradores da empresa Ambiente e por oito utentes do CACI, um valor mensal de 1.860 euros, um aumento de 360 euros comparativamente a 2025 (era de 1.500 euros).
O presidente da Junta classificou a relação com a APPACDM Coimbra como “frutuosa e benéfica”, tanto no interesse público de manter as zonas limpas, quanto a nível de colaborar financeiramente com a instituição.
“A própria população [das áreas intervencionadas], de acordo com os elementos que nos chegam, acarinha com muito gosto quem lá trabalha e vela pelo cuidado destas ruas”, garantiu.
A presidente da APPACDM Coimbra, Helena Albuquerque, reforçou que os moradores têm respondido de forma positiva aos trabalhadores, referindo que o protocolo “traduz o apoio da sociedade civil à instituição”.
A responsável salientou também a qualidade do serviço prestado pelos utentes, alguns deles “com deficiência ou que vêm de públicos altamente carenciados”, como é o caso dos colaboradores da empresa Ambiente, ou “com deficiência mais severa”, no caso do CACI.
De acordo com Helena Albuquerque, os trabalhadores da empresa Ambiente têm contrato de trabalho. Já os utentes do CACI estão a colaborar ao abrigo de um protocolo de actividades socialmente úteis, auferindo de uma compensação monetária ao fim do mês.
No âmbito do acordo assinado, os trabalhadores vão proceder à limpeza de verdes que crescem em passeios, retirar folhas e recolher lixos deixados na rua, como latas e garrafas, em 8 km de arruamentos, feitos de forma fracionada por cada dia, especificou o secretário da Direcção e diretor administrativo da APPACDM Coimbra, José Júlio Pacheco.